terça-feira, 21 de maio de 2019

Dicas de Como Fazer o Isolamento Térmico Tradicional para Câmara Fria

A  Tectermica, uma das mais conceituada empresa de câmaras frigorificas, generosamente produziu um excelente tutorial técnico que se propõe a deslindar Como se Faz o Isolamento Térmico Tradicional para Câmara Fria, aqui apresentamos um resumo dos aspectos que aparentemente são os mais relevantes.

Saiba qual é a finalidade do Isolamento térmico tradicional para a câmara fria

Temos que o isolamento térmico é o método mais apropriado para a correta conservação do frio que é produzido pelo equipamento de refrigeração e/ou ar condicionado, seja uma câmara fria ou mesmo uma outra espécie de compartimento frigorificado, tal como uma sala de manipulação. Então podemos dizer que a finalidade do isolamento térmico tradicional é minimizar a transmissão de energia calorífica do interior da câmara fria para os espaços adjacentes.

Fique a par do desenvolvimento do Isolamento térmico tradicional para câmara fria ao longo dos anos

O surgimento do Isolamento térmico tradicional possibilitou a estocagem refrigerada, inclusive sem ele não seria possível o armazenamento dos gêneros perecíveis.

Quando do início do procedimento de armazenamento refrigerado a câmara fria de alvenaria o isolamento térmico tradicional era dado em cortiça, e contando com uma barreira de vapor executada com alcatrão.


Com o passar do tempo novas tecnologias foram surgindo, buscava-se a excelência técnica, além de redução de custo, ou seja, otimizar o projeto da câmara frigorifica. Foi em meados da década de 1.990 que o isolamento térmico tradicional experimentou a maior evolução tecnológica desde a sua criação, qual seja, o surgimento do painel frigorifico, um novo elemento construtivo que dispensa a existência da estrutura em alvenaria, pois ele é autoportante.
isolamento térmico tradicional para câmara fria, detalhe do acabamento em azulejos
Isolamento térmico tradicional para câmara fria

Entenda melhor aquilo requisitado para fazer o melhor isolamento térmico tradicional para câmara fria

A efetivação do melhor Isolamento térmico tradicional para câmara fria, além do procedimento em si, envolve a existência de uma infraestrutura no local onde se deseja implementar a câmara fria, então faz-se mister ter um maior conhecimento daquilo requerido, a saber:

  1. O cômodo em alvenaria deve dispor do seguinte: paredes rebocadas e perfeitamente desempenadas, laje armada, piso primário;
  2. As paredes e laje do local têm que contar com uma boa impermeabilização;
  3. Uma competente barreira de vapor também é requisitada;
  4. A ancoragem do isolamento térmico contra as paredes do ambiente se dará mediante o emprego de arames de aço;
  5. O isolamento térmico será elaborado em placas de poliestireno expandido ou poliuretano injetado e com as juntas desencontradas;
  6. Considere a utilização de tela estuque para receber a argamassa de revestimento;
  7. O isolamento térmico do piso deverá receber uma impermeabilização adequada, aplicada imediatamente acima dele e antes da execução do contra piso interno;
  8. O contra piso da câmara fria é feito em concreto armado;
  9. As paredes e teto serão contemplados com um revestimento a base de argamassa;
  10. O acabamento final do Isolamento térmico tradicional para câmara fria permite variadas opções, tais como azulejo cerâmico, cimento queimado, tinta epóxi, entre outros.


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terça-feira, 14 de maio de 2019

Como projetar uma excelente câmara fria

A pauta destas brilhantes Notas Técnicas é Como Projetar uma Excelente Câmara Fria e este intento é alcançado mediante o esclarecimento de todas as especificações técnicas dos componentes que são utilizados na sua fabricação.

A conceituada empresa Tectermica que é especialista no fornecimento de câmaras frias, contando com a colaboração de Danilo Nascimento, um dos seus experientes profissionais, publicou um magnifico artigo técnico tratando deste assunto, qual seja, a Especificação técnica ideal para projetar a melhor câmara fria  abordando com propriedade cada um dos detalhes requeridos nesta feita.

A Tectermica acredita que o conhecimento deve ser compartilhado, inclusive o compartilhamento é um dos pilares fundamentais para a evolução e aprimoramento de ideias e/ou produtos, mormente desvendando os meandros aos acadêmicos, pois são eles que melhor faram uso da publicação cientifica, motivo pelo qual escolheu a plataforma Academia.edu, que é a mais renomada rede social para os pesquisadores divulgarem seus trabalhos.

Saiba que o projeto de uma boa Câmara fria envolve inúmeros aspectos, sejam eles de caráter técnico, mercadológico e também logístico, então, por conta disso, as presentes notas técnicas são uma compilação do artigo supramencionado, desta maneira esclarecem somente os tópicos primordiais, entretanto todo o conteúdo do artigo técnico está disponível para consulta.

Os métodos existentes para a construção de câmaras frias

Ciente que a câmara fria é qualquer local de estocagem que detenha as suas condições internas controladas por um equipamento de refrigeração, podemos afirmar que existem dois métodos distintos para construir a câmara fria, a saber:
  • Método 1: a câmara fria de alvenaria, edificada em tijolo e cimento, remonta as origens deste produto, por conta da morosidade na execução e impossibilidade de reconfiguração, aliada a enorme geração de resíduos de obra, caiu em desuso já há alguns anos;
  • Método 2: A câmara fria modular, formada inteiramente por painéis frigoríficos, que são placas prontas contendo o isolamento térmico e o acabamento final, permite desmontagem e remontagem, configurando-a a uma nova necessidade, trata-se da evolução do conceito construtivo das câmaras frias.

Câmara fria alvenaria, detalhe da construção
fonte: Academia.edu

Saiba quais os dados são requeridos para projetar uma Câmara fria 

Fique a par das informações e/ou procedimentos desejados para a efetivação de um excelente projeto para construção da Câmara fria, como segue:
  • Plano operacional, este é o início do projeto da câmara fria, nesta fase serão determinadas as premissas básicas;
  • O próximo passo para elaborar o projeto para construção de uma Câmara fria consiste em determinar as características da mercadoria que será armazenada associada a rotina laboral pretendida;
  • Por fim, para o projeto de uma excelente Câmara fria cumpre aclarar os seus detalhes específicos, tais como o tamanho, a porta, a tensão no local, o isolamento térmico, entre outros.

Conheça a especificação técnica e a função dos componentes da Câmara fria

  1. O isolamento térmico destina-se a barrar a fuga de frio do interior da Câmara fria para o ambiente externo, existem variadas opções, a saber: EPS (poliestireno expandido) com densidade de 14/15 kg/m3. PUR (poliuretano injetado) possuindo uma massa especifica aparente de 37/42 kg/m3;
  2. Em se tratando do acabamento final, ou seja, a aparência visual da Câmara fria, tem-se o seguinte: Câmara fria em alvenaria, edificada em tijolo e cimento, aceita acabamentos variados, tais como azulejo, piso cerâmico, cimento queimado, etc. Câmara fria modular, produzida em painéis frigoríficos, o acabamento é dado em chapas metálicas, como por exemplo aço carbono pré-pintado, aço inoxidável, entre outros;
  3. A porta frigorifica destina-se a permitir a circulação de pessoas e/ou cargas, apresentada em dois tipos, seja giratória ou corrediça;
  4. O equipamento de refrigeração presta-se a gerar o frio que conservara a mercadoria armazenada, o modelo mais empregado é o split system, as versões mais usuais são os seguintes: No que tange ao compressor saiba que o tipo hermético é atualmente o mais utilizado, mas também existem as opções do tipo aberto ou semi-hermético. A capacidade frigorifica, entre outros, está associada à potência do compressor, saiba que as plantas frigorificas complexas exigem a produção de frio em grandes quantidades, nesta situação, ao invés de um único compressor, podemos contar com uma bateria deles interligados, estamos falando do rack frigorifico ou sistema em paralelo. No que se refere ao método de condensação, temos que o habitual é o sistema a ar, entretanto há disponível o arrefecimento a água. No interior da Câmara fria encontramos a unidade evaporadora, faz a circulação do ar frio, entre os modelos mais empregados podemos destacar o com fixação no teto e o com fixação a parede da Câmara fria;
  5. A Câmara fria pode receber diversos acessórios especializados, podemos destacar o controle de umidade, as portas de vidro, a estante aramada, entre outros acessórios especializados que estão disponíveis.
Câmara fria modular
fonte: Academia.edu

A Câmara fria fornecidapela Tectermica é a melhor escolha, seja em decorrência da observâncias das normas técnicas e de boa pratica que ela emprega na fabricação de seus produtos, bem como pelo respeito ao cliente e ao meio ambiente.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Como armazenar mais produtos na câmara fria pequena

O proposito deste artigo técnico é oferecer dicas práticas sobre Como Armazenar Mais Produtos na Câmara Fria Pequena, respeitando a legislação vigente e as normas da boa pratica e, desta forma assegurando que os produtos refrigerados estocados sejam corretamente conservados.

A popularização da Câmara fria pequena e a contaminação cruzada


Até alguns anos atrás, decorrente do alto valor, uma Câmara Fria Pequena ou de qualquer outro tamanho era um produto restrito aos seguimentos empresariais de maior porte, recentemente as novas tecnologias aplicadas na fabricação, além do desenvolvimento de novos materiais construtivos, propiciaram uma drástica redução de preço e, desta forma o acesso a este produto por praticamente todo e qualquer tipo de empresa.

A Câmara fria pequena pode estocar mais produtos
A Câmara fria pequena pode estocar mais produtos

A popularização da Câmara fria pequena traz enormes benefícios aos estabelecimentos que depende da armazenagem a frio de seus produtos, entretanto faltam informações confiáveis naquilo que tange a assepsia deste excelente equipamento, eliminando a possibilidade de formação de fungos e bactérias e principalmente a contaminação cruzada.

"Na Portaria 2619/2011 – SMS de 06/12/2011, lê-se: 6.14. Nos equipamentos de refrigeração, tipos diferentes de alimentos podem ser armazenados, desde que devidamente protegidos e separados, de forma a evitar a contaminação cruzada. A disposição dos produtos deve respeitar as linhas de carga máxima indicada nos equipamentos ou pelos fabricantes."

Como aproveitar melhor o espaço de armazenamento na Câmara fria pequena sem desrespeitar a legislação


Outra situação que cabe ser esclarecida é a forma correta de armazenar os produtos refrigerados na Câmara fria pequena, tendo em vista que as Leis vigentes exigem alguns cuidados bastante específicos, tendo em vista a segurança alimentar dos consumidores.

"6.15. Os alimentos estocados em câmaras frias devem ser armazenados distantes das paredes e sob arrumação modular, de forma a garantir a circulação do ar frio. Os mesmos não devem estar dispostos sob os evaporadores (Portaria 2619/2011 – SMS de 06/12/2011)."

Um excepcional tutorial técnico produzido pelo Fabricante da Câmara fria pequena auxiliam a determinar a forma correta de armazenagem, sejam eles produtos perecíveis em geral e/ou os fármacos termolábeis, dentre as inúmeras recomendações vale a pena salientar as seguintes:
  • fazer uso técnica de PEPS, o primeiro que entra é o primeiro que sai, respeitando a data de validade;
  • implementar o método PVPS, o primeiro que vence é o primeiro que sai;
  • dispor do POP, Procedimento operacional padronizado, conforme exigência da Resolução RDC 275 da ANVISA;
  • manter um espaço entre o alto da pilha de produtos e o teto da câmara fria de aproximadamente 40 centímetros;
  • afastar a mercadoria estocada das paredes, mantendo a distância de ao menos 10 centímetros entre elas;
  • dispor de um intervalo entre as caixas de 5 centímetros.

Após observar as recomendações acerca da maneira adequada de estocar os produtos, compete agora determinar a quantidade de caixas ou quaisquer outras mercadorias resfriadas ou congeladas que cabem na Câmara fria pequena, logo abaixo, no vídeo explicativo, encontram-se todas as informações para esta feita, de qualquer maneira elas estão descritas no resumo a seguir:
  1. inicialmente é necessário descobrir o volume interno da câmara fria, formula: altura x largura x profundidade = volume em m3;
  2. agora cumpre determinar o volume da mercadoria que será armazenada, se for uma caixa, formula: altura x largura x profundidade = volume em m3 ou se for um tambor de suco ou barril de chopp, formula: 3,14 x r2 x altura = volume em m3 (onde r é o raio do cilindro);
  3. considere uma perda de aproximadamente 10% destinada a livre circulação de pessoas e do ar frio;
  4. finalmente é possível calcular quantia de caixas que ela comporta, formula: volume da câmara : volume do produto x 0,90 = quantidade de caixas que cabem na Câmara fria pequena.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O Alarme de Aprisionamento em Câmaras Frias e a Norma Regulamentadora NR36


Cumpre a este artigo técnico deslindar o emprego de um Sistema de Alarme de Aprisionamento em Câmaras Frias conforme a determinação da Portaria MTE n° 555 do Ministério do Trabalho, que em 18 de Abril de 2.013, fazendo uso de suas atribuições, aprovou a Norma Regulamentadora n° 36, mais conhecida como NR36 ou NR frigorifico.

Introdução

O vínculo entre trabalho e saúde é reconhecido desde o século IV a.C., entretanto foi a partir do ano de 1.700 que, efetivamente, se tem notícia da primeira publicação mencionando esta relação, naquela ocasião o Doutor Bernardino Ramazzini apresentou um livro tratando das doenças ocupacionais chamado De Morbis Artificum Diatriba, no qual relacionou os riscos a saúde dos trabalhadores da época, por conta da exposição aos produtos químicos e outros contaminantes presentes em seu ambiente de trabalho.

O primeiro símbolo na legislação internacional no tocante a segurança do trabalho foi a promulgação em 1.802, pelo Parlamento da Inglaterra, da Factory Law, a Lei das Fabricas, no princípio destinada as tecelagens e, posteriormente abrangendo todas as atividades fabris. O objetivo desta Lei era basicamente resguardar mulheres e crianças contra as jornadas de trabalho excessivas.

No Brasil, somente no ano de 1.891, surgiu a primeira iniciativa em prol da segurança no trabalho, falamos do Decreto 1.313, que instituiu a fiscalização permanente nas indústrias que empregavam menores de idade em seus quadros laborais.

A origem da Norma Regulamentadora n° 36 - NR36

Desde 1.891 muito se fez pela SST – Segurança e Saúde no Trabalho, por hora vamos abordar a Norma Regulamentadora n° 36, que baliza Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados, mais especificamente naquilo que tange a obrigatoriedade de uso do Alarme de aprisionamento em câmaras frias.
Figura 1 - Alarme Aprisionamento Camara Fria Norma NR36, modelo std
Figura 1 - Alarme Aprisionamento Camara Fria Norma NR36, modelo std

As condições de trabalho nas indústrias de processamento de carne são observadas pelo Ministério do Trabalho desde o fim dos anos de 1990. Em Junho do ano de 2.010 iniciaram-se as discussões acerca da criação de um documento legal objetivando parametrizar a SST - Segurança e Saúde no Trabalho especificamente para as indústrias de abate e processamento de carnes, participaram desta discussão o DSST - Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho e representantes dos sindicatos dos operários e dos patrões.

Foi esta iniciativa pioneira que originou a Norma Regulamentadora n° 36 - NR36, aprovada pela CTPP - Comissão Tripartite Paritária Permanente, em 28 de Novembro de 2.012 e, publicada no Diário Oficial em 18 de Abril de 2.013, por meio da Portaria do MTE n° 555.

A Norma Regulamentadora n° 36 - NR36 obriga a utilização do Alarme de Aprisionamento em Câmaras Frias

No seguimento de abate e processamento de carnes verifica-se potenciais elementos de risco a saúde laboral, seja pela repetitividade de movimentos e/ou o resultado da pressão de tempo e ritmo imposto e acentuado, através de controle rigoroso de tempos e movimentos na execução de operações sequenciadas, além do uso excessivo da força exigida por diversas atividades que fazem parte da rotina de trabalho, inclusive a ausência de pausa suficiente para a recuperação, bem como a adoção forçada de posturas corporais prejudiciais.

Naquilo que tange a segurança empregada aos equipamentos utilizados pelos trabalhadores da indústria de abate e processamento de carne, compete a este artigo técnico deslindar o uso do Alarme de Aprisionamento em Câmaras Frias, dispositivo essencial para sinalizar a existência de colaboradores enclausurados nos ambientes frigorificados.
 Figura 2 - Alarme Aprisionamento Câmara Fria Norma NR36, Botoeira Acionamento Interno
Figura 2 - Alarme Aprisionamento Câmara Fria Norma NR36, Botoeira Acionamento Interno

Vejamos a redação da Norma Regulamentadora n
°
36 - NR36 acerca do Alarme de Aprisionamento em Câmaras Frias em seu item 36.2.10 Câmaras Frias, como segue:
"36.2.10.1 As câmaras frias devem possuir dispositivo que possibilite abertura das portas pelo interior sem muito esforço, e alarme ou outro sistema de comunicação, que possa ser acionado pelo interior, em caso de emergência. Ministério do Trabalho – SST – NR36"

Assimile as particularidades do Alarme de Aprisionamento em Câmaras Frias

O Alarme de Aprisionamento em Câmaras Frias (figura 1) é formado por dois componentes principais, a saber:
  • caixa de sinalização externa (figura 2);
  • botoeira de acionamento interno.
Algumas características peculiares são esperadas do Alarme de Aprisionamento em Câmaras Frias, é notório que frigoríficos em geral são locais ruidosos e os ambientes são frios e muito úmidos, diante destas constatações, um dispositivo inadequado ou pior, uma gambiarra, trará enormes consequências negativas, não só pelo descumprimento da Norma, mas principalmente por conta do maior risco que o trabalhador será exposto. Então vejamos as premissas basilares do aparelho ideal, a saber:
  1. possuir componentes resistentes a condições climáticas adversas, frio extremo e umidade elevada;
  2. os integrantes do dispositivo devem ser acondicionados em invólucros a prova d’água, que atendam a norma IP 65 da ABNT;
  3. decorrente do ruído e luminosidade do local o sinal audiovisual devera acatar o seguinte: pressão sonora mínima de 85 dB a um metro de distância e intensidade luminosa de 60 cd/cm2;
  4. d. tensão de funcionamento de no máximo 12 volts, dada a umidade no ambiente associada a uma tensão maior podem causar a eletrocussão do trabalhador;
  5. e. dispor de nobreak interno para assegurar o funcionamento mesmo na falta de energia elétrica.
Figura 3 - Alarme Aprisionamento Câmara Fria Norma NR36, Caixa Sinalização Externa
Figura 3 - Alarme Aprisionamento Câmara Fria Norma NR36, Caixa Sinalização Externa
Outra atenção especial recai sobre a posição apropriada para afixação dos componentes principais do dispositivo, pois de nada adiantaria o aparelho adequado instalado no local inapropriado, como segue:
  • a caixa de sinalização externa será afixada em local visível e com grande trafego de pessoas;
  • a botoeira de acionamento interno será postada no interior da câmara frigorifica padronizada e imediatamente ao lado da porta de saída (figura 3).

O Alarme de Aprisionamento em Câmaras Frias e seus principais modelos

Atenta a legislação pertinente, bem como a exigência do mercado consumidor, a Tectermica, empresa líder no seguimento, criou o Alarme antiaprisionamento frigorífico norma NR 36, um dispositivo de segurança apto a atender a Norma NR36, fornecido em forma de kit e com instalação descomplicada.

A Tectermica, uma prestimosa empresa, providenciou modelos do Alarme de Aprisionamento em Câmaras Frias adequados aos pormenores do ambiente frigorifico onde ele será instalado, são versões apropriadas a cada tipo de planta industrial e/ou ainda a cada situação especifica verificada.

Conheça melhor os variados modelos de Alarmes de Aprisionamento em Câmaras Frias produzidos pela valorosa empresa Tectermica, a saber:
  1. AAP/STD: atende a uma porta;
  2. AAP/STD.2: monitora duas portas;
  3. AAP/STD.5: atende a cinco portas;
  4. AAP/SRM: sinalização remota forte (portaria, recepção...);
  5. AAP/SLC: alerta audiovisual extremamente forte.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A Câmara frigorifica é essencial no desverdecimento de frutas

A Câmara frigorifica para desverdecimento artificial de frutas, associada a outros acessórios, permite acelerar artificialmente o amadurecimento de qualquer quantidade de frutas.

Uma grande oportunidade no atendimento ao cliente é a possibilidade de entregar, quase de imediato, graças ao uso da tecnologia de amadurecimento artificial, uma quantidade de frutas maduras e prontas para o consumo, sem que haja modificações em seu sabor, textura e aparência.

O desverdecimento artificial de frutas, conforme diz a Wikipédia também é conhecido como maturação dos frutos e acontece em uma câmara frigorifica para desverdecimento, este processo apresenta ótimos resultados no amadurecimento de bananas, maçãs, caquis, tomates, melões, laranjas, abacaxis e pimentões.

O início do desverdecimento artificial de frutas

Desde o começo do século XX faz-se uso do etileno para o amadurecimento artificial de frutas.

Nos primórdios da industrialização da banana notou-se que as frutas, ainda verdes quando embarcadas em navios que as transportavam ao destino, amadureciam durante o percurso. Este problema foi contornado mediante o uso de ventilação forçada e, posteriormente mediante a utilização da refrigeração associada a ventilação.

Em averiguações posteriores, constatou-se que a variação da taxa de maturação durante as viagens era proporcional a quantidade de dióxido de carbono emanado durante a respiração das frutas. Por não se conhecer a substancia que permitia o amadurecimento das frutas, definiu-se que o dióxido de carbono era uma indicação para esta substancia desconhecida.

Pouco tempo depois foi observado que algo gerado quando do amadurecimento de bananas também acelerava o amadurecimento de frutas verdes. A substancia em questão não fazia parte daquilo conhecido acerca do metabolismo das frutas.

Layout da câmara frigorifica para amadurecimento de frutas

Os pesquisadores do Departamento de Agricultura da Jamaica, no alvorecer do ano de 1.910, constataram que emanações provenientes de laranjas estocadas em uma câmara fria, propiciavam a maturação prematura de bananas, desde que estas passassem pela câmara onde se encontravam as laranjas. Em 1.940 descobriu-se que as frutas cítricas emanavam etileno.

 Inúmeros experimentos foram executados mediante a utilização do etileno e foi constatado que o referido acelerava o amadurecimento de várias frutas. Foi sugerida a possibilidade que o etileno também é gerado na própria fruta, sendo ele o responsável pelo amadurecimento, através de um estimulo direto das enzimas oxidantes, posto isso então o gás assume o papel de uma coenzima. Sendo correta esta tese pode-se afirmar que as frutas reagem ao amadurecimento com etileno.

Frutas que possuem os oxidantes distribuído de maneira uniforme em seus tecidos, respondem ao tratamento com o gás. Como exemplo de frutas que contem oxidantes pode-se citar as bananas, maçãs e abacaxis e, de fato estas frutas aceitam bem o tratamento com o gás etileno.

Atualmente usa-se o gás etileno em larga escala para acelerar a maturação de diversas frutas, tais como: banana, maçã, caqui, tomate e também abacaxis.

Bastante relevante a Tese da Dra. Maria Luiza Lye da USP/ESALQ que trata do método de desverdecimento de mexerica murcott e laranja valência, diz  a pesquisadora que a busca de frutas com ótimas características para exportação aumentou significativamente, por conta da melhoria da qualidade desta. Devido ao fato da maior parcela da área citrícola brasileira encontrar-se em locais de clima tropical, os frutos cítricos atingem o pleno amadurecimento interno, entretanto a casca ainda permanece verde, nesta situação os frutos não são aceitos nos mercados mais exigentes. O estudo em pauta avalia a utilização exitosa da técnica de desverdecimento artificial na pos-colheita de mexerica Murcott e laranja Valencia, mediante a aplicação de etileno e, fazendo uso da câmara fria para desverdecimento de frutas.

O processo de desverdecimento de frutas em câmaras frigorificas

O amadurecimento artificial de frutas é feito em uma câmara frigorifica especial, ela é construída com paredes isoladas termicamente, impedindo a troca de calor com o ambiente externo. As paredes e teto devem ser estanques, impedindo a fuga do gás etileno para o exterior. O painel frigorifico é a melhor escolha para a construção da câmara fria.

Também faz-se necessária uma porta frigorifica, a referida deve permitir a passagem da quantidade desejada de frutas a serem desverdecidas.

Câmara fria para desverdecimento de bananas

Outro item de suma importância é o equipamento de refrigeração que deverá ser calculado de acordo com o tamanho da câmara frigorifica para amadurecimento artificial, considerando inclusive o calor gerado, pois o desverdecimento é um processo exotérmico.

Deve-se considerar a utilização do equipamento para injeção de etileno para maturação, devido ao fato do gás ser fornecido em cilindros e, visando otimizar o processo, é necessário um rigoroso controle da quantidade que será injetada.

Uma portinhola frigorifica, dotada de exaustor, deverá ser instalada na câmara fria para maturação de frutas, objetivando remover o dióxido de carbono resultante da operação. Requer inclusive um controle da umidade relativa, é fato que durante o processo a fruta tende a perder umidade, a se desidratar, perdendo em qualidade devido a sua aparência.

"O mercado de frutas é bastante promissor e, utilizar o processo de amadurecimento artificial será um dos diferenciais frente a concorrência. Lembrando que além da qualidade, a aparência da fruta é fator determinante nesta feita, então a câmara frigorifica para desverdecimento e seus acessórios são fundamentais para obter-se resultados satisfatórios."

As vantagens da Câmara frigorifica padronizada

Neste artigo sobre as vantagens da Câmara frigorifica padronizada, tenho a intenção de falar um pouco sobre o porquê do desenvolvimento de uma metodologia e padronização dos processos, bem como o impacto deles frente o produto final.

Um processo padronizado é um método efetivo e organizado de produzir sem perdas. A padronização almeja o desempenho máximo dos colaboradores em suas atividades ou operações através da repetição deste processo. A inconstância das operações ou falta de padronização permitem as falhas ocultas e levam ao desperdício, consequentemente reduzindo a qualidade final e aumentando os custos.

O impacto da história da padronização na Câmara frigorifica padronizada

A efetivação de padrões na indústria e no comércio ganharam extremo destaque com o surgimento da Revolução Industrial, na ocasião havia necessidade de fabricar grandes quantidades de produtos com qualidade semelhante.

Linha de montagem do automóvel modelo T de Henry Ford em 1.927

No princípio do século XX, surgiram os primeiros estudos acerca da padronização, ressalta-se o trabalho de Frederick Taylor buscando otimizar as etapas envolvidas na produção. Taylor escreveu um livro chamado Princípios de Administração Científica, onde propunha que administrar uma empresa deve ser tido como uma ciência. O foco principal do livro é a racionalização do trabalho, situação que requer a divisão das funções entre os trabalhadores. Para tanto era necessário a padronização do processo produtivo, desta maneira o produto final não dependia somente de um trabalhador responsável por todas as etapas, pelo contrário, o processo dependia de uma equipe de trabalhadores, aptos a executar funções especificas.

A divisão e a padronização dos processos objetivam a máxima eficiência e com o menor esforço, a consequência disso é a redução das perdas na produção e a homogeneidade na qualidade daquilo fabricado. Estes fatores associados permitem uma significativa redução do preço do produto.

Os conceitos de padronização, conhecidos desde o início do século XX, são aplicados pela Tectermica na fabricação e montagem de suas Câmaras Frigorificas Padronizadas, desde o ano de 2.006 esta empresa oferece produtos de excelência e com preço justo.

Trata-se de uma câmara frigorifica com dimensões e potência pré-estabelecidas, formando então uma Câmara frigorifica padronizada, esta providência assegura uma considerável redução do valor final, preservando a mesma qualidade, eficiência e durabilidade se comparado a ela quando na versão personalizada.

Breve relação dos integrantes da Câmara frigorifica padronizada

A fabricação de todos os componentes segue as mesmas premissas da padronização de processo, bem como na ocasião da montagem da referida no local de destino. Destacamos os principais componentes, como segue:

  • 01 conjunto: Gabinete frio, em placas frigorificas, auto sustentáveis, totalmente desmontável;
  • 01 unidade: Porta própria para frigorifico, na versão giratória ou corrediça;
  • 01 conjunto: Equipamento refrigerante, disponível em duas versões (split system ou plug-in);
  • 01 unidade: Acompanha opcionalmente: cortina de plástico, cortina de ar, estanteria em arame; piso antiderrapante em polietileno; sinalizador de alerta contra variação de temperatura e também contra aprisionamento, e muitos outros
Câmara frigorifica padronizada

Conheça mais versões da Câmara frigorifica padronizada

A Câmara frigorifica padronizada é extremamente flexível, pois pode operar em qualquer temperatura, seja para refrigerados, resfriados e também congelados. Outra característica relevante é a possibilidade de personalização visando atender a qualquer tipo de uso, para tanto basta agregar os acessórios pertinentes. Na sequência cito alguns exemplos:

  • Câmara frigorifica para açougue: utiliza desumidificador e estrado plástico;
  • Câmara frigorifica para bebidas: requer alarme de aprisionamento;
  • Câmara frigorifica para peixaria: necessita de estrado plástico e estante aramada;
  • Câmara frigorifica para polpa de frutas: utiliza umidificador e alarme de temperatura;
  • Câmara frigorifica para flores: requer estante aramada e umidificador;
  • Câmara frigorifica para medicamentos: necessita de data logger, alarme de temperatura e estrado plástico;
  • Câmara frigorifica para gelo: necessita de desumidificador e alarme de aprisionamento;
  • Câmara frigorifica tipo walk-in: utiliza portas em vidro térmico e estantes expositoras;
  • Entre inúmeros outros usos.


“A Câmara frigorifica padronizada, tal qual preconizava Frederick Taylor desde o início do século XX, segue as premissas de método e padrão no processo produtivo, além de atender as normas da ABNT, apresenta qualidade superior e preço menor”

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A história da Câmara Frigorifica e a refrigeração

A história da Câmara Frigorifica, bem como de todos os equipamentos para produção de frio, inicia-se com o advento do primeiro refrigerador.

Fazemos uso da refrigeração diariamente, mesmo sem nos darmos conta disso. O alimento perecível é transportado por caminhões com temperatura controlada e é estocado na Câmara Frigorifica do supermercado, em seguida é levado para o balcão expositor e, de lá segue diretamente para a geladeira da nossa residência. Outro exemplo marcante é o do ar condicionado, indispensável nos dias mais quentes. Rotineiramente nós aproveitamos das inovações que há décadas ocorre na tecnologia da refrigeração, são ideias e invenções do passado que tornam nossa vida muito mais fácil.

A Câmara frigorifica vinculada a história da refrigeração

Antes da existência da Câmara Frigorifica, as pessoas contavam com a natureza para preservar o alimento fresco. Os indivíduos armazenavam gelo natural produzido no inverno, empacotando-os e os preservando em casas-de-gelo e caixas-de-gelo, ou seja, estes eram a nossa conhecida geladeira, porem na sua forma mais primitiva.

Em 1834, Jacob Perkins, um expatriado americano para a Grã-Bretanha, criou o primeiro equipamento de refrigeração funcional, mediante o uso do éter em um ciclo de compressão de vapor. Dizia ele na patente do produto: Estou habilitado a usar fluidos voláteis com o objetivo de produzir o resfriamento ou congelamento de fluidos e, ao mesmo tempo, constantemente condensando tais fluidos voláteis e trazendo-os novamente em operação sem desperdício. O protótipo funcionou satisfatoriamente, entretanto não obteve êxito comercial. 


Jacob Perkins e a primeira máquina de refrigeração

Nos idos de 1850 uma máquina de refrigeração utilizava água e ácido sulfúrico como refrigerante, em anos posteriores passaram a usar amônia, cloreto de metilo, dióxido de enxofre e outras substâncias bastante tóxicas e altamente inflamáveis. Vale mencionar que os acidentes com essas máquinas eram rotineiros.

O primeiro sistema prático e comercial de refrigeração por compressão de vapor foi idealizado por James Harrison, um jornalista britânico que havia emigrado para a Austrália. A patente remonta ao ano de 1856, tratava-se de um sistema de compressão de vapor usando éter, álcool ou amônia; visava atender a demanda de uma fábrica para refrescar a cerveja durante o processo fabril e, também para a indústria da carne processada para exportação. Em 1861 diversos de seus sistemas estavam em operação na Austrália e Inglaterra. 

Em New Jersey, no ano de 1891, o afro-americano John Standart criou um novo design nas maquinas de refrigeração dando origem a nossa conhecida geladeira.

Muito além da versão residencial, são comuns os refrigeradores industriais que podem ter o tamanho de uma geladeira doméstica, mas próprios para variados tipos de produtos específicos, tais como bebidas ou sorvetes. Podem também possuir o tamanho de um cômodo de uma residência, ou então ainda maiores, tal qual aqueles utilizados em entrepostos frigoríficos para conservação de pescado, carne ou vegetais, seja para exportação, importação, ou meramente para distribuição. Nesta situação os tais cômodos são denominados como Câmara Frigorífica.

Câmara frigorifica

O sistema da Câmara frigorifica utilizado em outras aplicações

Na mesma proporção que os pesquisadores engendravam os princípios de conservar as coisas frescas, obviamente começaram a vislumbrar as possibilidades de uso como ar condicionado também. Em 1902 o engenheiro Willis Haviland Carrier determinou que o ar poderia ser seco saturando-o com água gelada para promover a condensação. Ele patenteou um controle de ponto de orvalho em 1907, eis que surgiu o primeiro dispositivo de ar condicionado, permitindo que as pessoas influenciassem a temperatura e a umidade necessárias para certos processos industriais, bem como de conforto térmico.

Na área do transporte de cargas as primeiras experiências iniciaram em 1851, nos Estados Unidos, até que em 1857, foi construído o primeiro vagão de cargas refrigerado para a indústria de carnes de Chicago. Em 1866 foi fabricado o primeiro vagão com refrigeração apropriada para frutas, também nos Estados Unidos.

Atualmente todos os esforços desses pioneiros de refrigeração e outros podem ser vistos em toda parte. O uso da refrigeração desenvolveu-se, desde o uso de produtos químicos perigosos até unidades mais ecológicas e eficientes em termos de energia, além de propiciar uma quantidade considerável de conveniência à nossa rotina diária.